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Ministro português das Finanças é candidato à presidência do Eurogrupo
04-Dez-2017
 Apesar de a divulgação da lista definitiva de candidaturas à presidência do fórum de ministros das Finanças da zona euro ter sido agendada para sexta-feira, o Conselho publicou na quinta-feira em Bruxelas um comunicado a confirmar que foram quatro os ministros a apresentar candidaturas até ao prazo limite para o efeito: Mário Centeno (Portugal), Pierre Gramegna (Luxemburgo), Peter Kazimir (Eslováquia) e Dana Reizniece-Ozola (Letónia).  “A eleição do novo presidente terá lugar em 4 de dezembro, através de uma votação por maioria simples”, indica o Conselho, acrescentando que “o vencedor será anunciado aos ministros no final da votação e apresentado na conferência de imprensa do Eurogrupo, imediatamente a seguir”.   * Centeno quer dar

A corrida à presidência do Eurogrupo conta com quatro candidatos, entre os quais Mário Centeno, anunciou na quinta-feira o Conselho da União Europeia, confirmando, mais cedo que o previsto, a lista de pretendentes à sucessão de Jeroen Dijsselbloem.

 Apesar de a divulgação da lista definitiva de candidaturas à presidência do fórum de ministros das Finanças da zona euro ter sido agendada para sexta-feira, o Conselho publicou na quinta-feira em Bruxelas um comunicado a confirmar que foram quatro os ministros a apresentar candidaturas até ao prazo limite para o efeito: Mário Centeno (Portugal), Pierre Gramegna (Luxemburgo), Peter Kazimir (Eslováquia) e Dana Reizniece-Ozola (Letónia).

 “A eleição do novo presidente terá lugar em 4 de dezembro, através de uma votação por maioria simples”, indica o Conselho, acrescentando que “o vencedor será anunciado aos ministros no final da votação e apresentado na conferência de imprensa do Eurogrupo, imediatamente a seguir”.

 

* Centeno quer dar "contributo construtivo" para

"encontrar caminhos alternativos"

 

 O ministro das Finanças, Mário Centeno disse que pretende dar "um contributo construtivo", mesmo que "crítico às vezes" para "encontrar caminhos alternativos".

 O governante, que falava em conferência de imprensa, no Ministério das Finanças, em Lisboa, a propósito da formalização da sua candidatura ao Eurogrupo, foi questionado sobre como pretende defender no Eurogrupo as suas posições críticas relativamente às regras orçamentais europeias, nomeadamente quanto ao cálculo do saldo estrutural.

 "Vamos ter esse contributo construtivo, critico às vezes, que permite encontrar caminhos alternativos (...) num contexto de agregação de vontade. Já demonstrámos que o sabemos fazer", disse o ministro.

 Mário Centeno, 50 anos, natural de Olhão, Algarve, é ministro das Finanças desde 26 de novembro de 2015 e é apontado agora pela generalidade da imprensa internacional como o grande favorito ao cargo, depois de ter sido o “eleito” entre os potenciais candidatos dos Socialistas Europeus, a família política com mais possibilidades de garantir (neste caso, manter) o posto até agora ocupado pelo holandês Jeroen Dijsselbloem.

 O eslovaco Kazimir também pertence à família política dos Socialistas Europeus, mas é conhecido por assumir posições mais próximas da chamada “linha dura”, como aconteceu durante a última crise grega, quando a Eslováquia era dos aliados mais próximos do então ministro alemão Wolfgang Schäuble.

 Segundo o Financial Times, a decisão final sobre qual o candidato a reunir o maior consenso foi tomada à margem da cimeira UE-África, que decorre até quinta-feira em Abidjan, em encontros entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, com os primeiros-ministros de Portugal, António Costa, e de Itália, Paolo Gentiloni, para decidir quem deveria avançar entre Centeno e o ministro italiano Pier Carlo Padoan - considerados os dois mais fortes concorrentes -, tendo a escolha recaído no ministro português.

 

* Eurogrupo: Governo acredita que eventual eleição de Centeno

reforçará solidariedade europeia

 

 A ministra da Presidência defendeu que a eventual eleição de Mário Centeno para o cargo de presidente do Eurogrupo representará um reforço da visão europeia que combina solidariedade e crescimento com equilíbrio das finanças públicas.

 Maria Manuel Leitão Marques falava no final do Conselho de Ministros, depois de questionada sobre o cenário de a eleição de Mário Centeno para o cargo de presidente do Eurogrupo passar a inibir o Governo português de defender uma linha mais flexível em matéria de disciplina orçamental na zona euro.

 "Ao longo destes dois anos, o ministro Mário Centeno demonstrou que sabia combinar políticas de apoio ao crescimento económico com políticas que preservam o equilíbrio das finanças públicas. Se vier a ser eleito presidente do Eurogrupo, será uma vitória desta visão da Europa, onde não está sozinho - uma Europa que seja mais solidária, atenta ao emprego e ao crescimento económico, sem prejuízo do equilíbrio das finanças públicas", respondeu a titular da pasta da Presidência.

 "Estamos contentes com esta candidatura, consideramos que reconhece o mérito do nosso ministro das Finanças. No caso de ser aprovada, não será incompatível (bem pelo contrário) com o exercício do cargo de titular da pasta das Finanças do Governo português", disse ainda Maria Manuel Leitão Marques.

 Interrogada se o Governo português está confiante no sucesso da candidatura do seu ministro das Finanças, Maria Manuel Leitão Marques afirmou apenas que o Governo português considera que Mário Centeno "é um candidato forte".

 "Mas vitórias só acontecem no final do jogo. A decisão final será tomada na segunda-feira em reunião dos ministros das Finanças do Eurogrupo. A cimeira de chefes de Estado e de Governo tomará nota a 15 de dezembro e o início de funções terá lugar a partir de 1 de janeiro", acrescentou.

 

* Centeno candidato oficial do PSE e com apoio da Alemanha – Costa

 

 O secretário-geral do PS afirmou na sexta-feira que o ministro das Finanças, Mário Centeno, é o candidato oficial do Partido Socialista Europeu (PSE) ao cargo de presidente do Eurogrupo, tendo apoios da Grécia e Alemanha, entre outros países.

 António Costa falava aos jornalistas na sede nacional PS, antes do jantar de líderes europeus socialistas, depois de ter recebido em São Bento, na qualidade de primeiro-ministro o seu homólogo grego, Alexis Tsípras.

 Fonte do PSE disse à agência Lusa que, em relação à eleição de segunda-feira para a presidência do Eurogrupo, o ministro das Finanças português terá já "um apoio maioritário" entre os 19 Estados-membros que integram a zona euro.

 Perante os jornalistas, o líder socialista português frisou que Mário Centeno é o candidato oficial do PSE e que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsípras, manifestou também apoio à eleição do titular da pasta das finanças do executivo de Lisboa.

 Questionado se a Alemanha vai apoiar o ministro das Finanças na eleição de segunda-feira próxima, António Costa respondeu: "Claro".

 À entrada para o jantar de líderes do PSE, o chanceler austríaco, Christian Kern, referiu aos jornalistas portugueses que o seu executivo [cessante] tem como base uma coligação, mas admitiu o voto favorável da Áustria a Mário Centeno.

 António Costa, em resposta às perguntas colocadas pelos jornalistas, não quis fazer qualquer "prognóstico" em relação ao resultado da eleição do presidente do Eurogrupo, apesar de se dizer "confiante".

 "É uma excelente candidatura para a Europa e para ajudar a zona euro a ser amiga do emprego, do crescimento e da estabilização das finanças públicas, virando uma página de divisões e de confrontações. É necessário aprofundar o mercado do emprego, o crescimento, mas também com boas finanças públicas", declarou.

 

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