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Marcelo elogia acção social de Maria Cavaco Silva afirmando que foi "20 anos madrinha dos portuguese
13-Nov-2017
destaque

O Presidente da República elogiou na quinta-feira à noite a acção social de Maria Cavaco Silva durante os mandatos do seu marido como primeiro-ministro e na Presidência, considerando que foi "20 anos madrinha dos portugueses".

 Marcelo Rebelo de Sousa falava num hotel de Lisboa, no final de um jantar solidário que assinalou o 35.º aniversário da Cedema - Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Mentais Adultos, da qual a mulher do antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva é "madrinha".

 Perante Maria Cavaco Silva, o Chefe de Estado defendeu que o país lhe deve agradecer por ter sido "madrinha dos portugueses, porque foi, durante 20 anos, pelo menos - daqueles que são conhecidos, públicos e notórios".

 "Depois, há outros em que também foi, mas nós conhecemos menos. Foi madrinha de todos nós", reforçou, referindo que contou, no seu papel social, "com o apoio de um padrinho", Aníbal Cavaco Silva.

 "Obrigada", disse Maria Cavaco Silva.

 Marcelo Rebelo de Sousa re-feriu que durante os períodos em que Cavaco Silva foi primeiro-ministro - de 1985 a 1995 - e Presidente da República - de 2006 a 2016 - Maria Cavaco Silva esteve presente na vida de "centenas de instituições", apoiando assim "milhares e milhares de pessoas".

 "Isso é extraordinário. E como há Justiça, não só no outro mundo, mas neste mundo, é evidente que a Justiça está feita e a fazer-se todos os dias, reconhecendo-lhe esse mérito", acrescentou.

 O Chefe de Estado português, que no dia se tornou associado honorário da Cedema, elogiou também Maria Antónia Machado, presidente desta instituição particular de solidariedade social, pela forma "como se dá aos outros".

 Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, há duas verdades simples na vida.

 "A primeira é que nós nascemos para ser felizes e só somos felizes se fizermos os outros felizes. Ninguém é feliz sozinho. E quanto mais fizermos os outros felizes, mais felizes seremos. E a segunda é igualmente simples: os que fomos privilegiados na vida, os que mais recebemos, mais temos de dar. Porque alguns de nós foram privilegiados, então temos o dever acrescido de dar àqueles que não foram privilegiados. E é muito simples, e a vida reduz-se a estas realidades", sustentou.

 

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