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46º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau na Ilha Terceira
30-Out-2017
46º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau na Ilha Terceira o da “Solidariedade Activa

Decorreu na Ilha Terceira no Arquipélago da Região Autónoma dos Açores, Portugal o 46º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau. Foi entre os dias 12 e 15 de Outubro que mais de 500 portugueses se congregaram na Terceira para celebrar a tertúlia, debater e aprovar novas medidas nos trabalhos do congresso e conhecer os Açores.

 Nesta reunião mundial de todas as Academias, é preciso salientar que apenas 31 das 58 totais estiveram presentes, algo que deverá ser levantado como questão profunda de ponderação, a continuada e activa participação de todas as tertúlias existentes.

 A primeira impressão que se tem ao chegar-se à Região Autónoma dos Açores, é a verdura luxuriante, o clima tropical e o solo vulcânico negro e extremamente fértil. As

praias, arribas e encostas são todas elas pretas e quando são de outra cor, são sempre mais escuras. Por cima, existe uma grossa e forte camada de verde, o ar é limpo e a atmosfera cristalina. A água do mar, como ponto quente no meio do Oceano Atlântico, é quente com uma temperatura média de 20ºC a 23ºC.

 A beleza natural é algo que se funde com a beleza arquitectónica e com a beleza das gentes terceirenses. A traça dos prédios, as fachadas das casas, tudo ou quase tudo, remonta às Descobertas portuguesas e, o património arquitectónico todo ele está perfeitamente preservado.

 Cada casa, muito à semelhança de Bokaap, na Província do Cabo Ocidental, tem a sua pintura própria que vão desde o azul celeste, ao lilás, passando pelo branco, amarelo torrado, rosa e cor-de-vinho. As cores típicas da habitação lusa. A limpeza e as-seio das vias públicas, o estado de preservação das ruas, passeios e espaços públicos, impressiona e desde logo qualquer freguesia, tal como as maiores cidades, Praia Vitória e Angra do Heroísmo, captivam e prendem o olhar.

 Outra das marcas indeléveis dos Açores é a indústria de gado bovino, tanto para a produção de lacticínios e carne, como as ganadarias para a Festa Brava. O cheiro característico paira no ar e mistura-se com a maresia. Também únicas são as gentes dos Açores, particularmente da Terceira.

 Num dos museus da ilha, sobre a indústria baleeira, está disposto um dito local: “no Mundo há três tipos de homens, os vivos, os mortos e os que andam no mar”. A indústria pesqueira, a par da agropecuária, domina a vida e o mar, como ilha, domina constantemente. Ou por influências climatéricas, profissionais ou de lazer, os terceirenses ou são pescadores, navegadores ou possuem algum familiar que o é.

 As pessoas são simples, abertas, francas e recebem de braços e coração aberto. Ninguém deixa um “bom dia” por responder, um cumprimento por dar ou uma ajuda por prestar. Quer sejam de origens e posses humildes ou de nível social alto, o que marca nos Açores é a boa educação e maneiras, afabilidade e respeito.

 Dizem os nativos da Terceira que os Açores são oito ilhas e um parque de diversões e a descrição assenta que nem uma luva àquela ilha. Há vá-rias corridas de touros durante o ano, festas das fre-guesias e religiosas.

 O que também marca o visitante à Terceira e ao arquipélago açoreano é a Fé das gentes e a devoção religiosa. Na Terceira, em particular, a devoção à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, é muito especial. As promessas feitas e pagas, a organização das festas e o louvor que Lhe é concedido enchem a alma do visitante de energia, sendo crente ou não. É uma energia muito própria daquela ilha e que encanta e fascina.

 Os “Impérios”, capelas católicas construídas em devoção ao Espírito Santo, são todas elas belas e imensamente coloridas. As coroas de prata e a pomba, todas feitas em prata. Existem, porque a rainha Isabel de Aragão, colocou um dia a coroa do Rei na cabeça de um pobre para que ele, por um dia, se sentisse como o rei.

 Mandou também preparar um lauto jantar para que todos os mais necessitados pudessem provar os manjares e comer tão bem quanto o Rei comia, mesmo que apenas por um dia. Assim, as “funções” ao Divino Espírito Santo são feitas na Terceira e os devotos pagam promessas, fazem promessas e a refeição é preparada com os melhores pratos da região, como a sopa de pão e repolho com molho da Alcatra, outro prato de carne típico da Terceira. E, as refeições e a festa são partilhadas por todos na respectiva freguesia.

 A Terceira é um lugar muito especial e que, a par do restante de Portugal, captura os olhos e o coração do visitante, que fica sempre com uma enorme vontade de regressar. A presença norte-americana na base das Lajes é permanente, com os caças e aviões da força aérea dos Estados Unidos da América e os radares e antenas de vigilância.

 A conclusão que se pode tirar deste evento, é que foi muito bem organizado, foi uma montra para a ilha e para a região e foi um congresso muito bem conseguido. Por legitimidade e rotatividade, teria sido organizado na Venezuela, no Canadá também não foi possível e por não haver condições em ambos os países e nas respectivas Academias do Bacalhau, o “ficar a meio caminho” nos Açores foi a solução que provou ser a ideal e a melhor.

 
             
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