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Presidente do Brasil já não vai ser julgado por corrupção
07-Ago-2017
Presidente do Brasil já  não vai ser julgado por corrupção

O Presidente do Brasil, Michel Temer, conseguiu na noi-te de quarta-feira os 172 votos de que precisava na Câmara Baixa para arquivar a denúncia de corrupção passiva de que era alvo numa queixa da Procuradoria-Geral da República (PGR).

 Para escapar ao processo, que poderia afastá-lo do cargo por pelo menos 180 dias, o Chefe de Estado brasileiro precisava do apoio mínimo de um terço dos 513 dos deputados que compõem a Câmara Baixa, um número que já atingiu.

 Michel Temer obteve 159 votos a favor do arquivamento do processo judicial (número a que se somam 12 faltas e uma abstenção anunciada, compondo um terço do plenário), num momento em que existiam 128 declarações de apoio à continuação da denúncia.

 Ao contrário do que aconteceu quando a Câmara Baixa do Brasil autorizou o início do processo de destituição da ex-presidente Dilma Rousseff, em Maio do ano passado, os deputados foram muito concisos nos discursos. A maioria dos congressistas optou por dizer apenas sim ou não.

 Os que deram apoio ao Governo procuraram frisar a necessidade de manter o Presidente no cargo para preservar a estabilidade política e recuperar a economia do país. Já os opositores defenderam que era preciso investigar imediatamente as alegações de corrupção que sustentam a denúncia.

 Michel Temer foi formalmente acusado pela PGR em Junho, depois de executivos do grupo JBS terem celebrado um acordo com a justiça no qual confessaram os crimes em troca de perdão judicial.

 Nos depoimentos prestados aos procuradores, os quadros da JBS confessaram que subornaram o Chefe de Estado para que a sua empresa recebesse favores junto de diversos órgãos do Governo.

 Um dos accionistas maioritários da JBS, o empresário Joesley Batista, também entregou o áudio de uma conversa que teve com o Presidente em Maio na qual os dois supostamente combinam o pagamento de um suborno para silenciar o ex-deputado Eduardo Cunha, condenado por envolvimento nos desvios cometidos na petrolífera estatal Petrobras.

Com esta decisão, Michel Temer só poderá ser processado pela práctica do suposto crime de corrupção passiva denunciado pelos executivos da JBS quando deixar a Presidência do Brasil.

 

 

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