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Marcelo diz que é preciso fazer da tragédia dos incêndios um exemplo de reconstrução nacional
10-Jul-2017
Marcelo diz que é preciso fazer da tragédia dos incêndios um exemplo de reconstrução nacional

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu no sábado que é preciso fazer da tragédia provocada pelo incêndio de Pedrógão Grande, que provocou 64 mortos, mais de 200 feridos e dezenas de desalojados, um exemplo de reconstrução nacional.

 "É preciso começar a reconstruir em convergência de es-forços, em conjunto, definindo que é prioritário a reconstrução da casa de primeira habitação", disse o chefe de Estado, no final do concerto em memória das vítimas dos incêndios.

 O "concerto em memória das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra", realizou-se sábado na igreja matriz, pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos, que interpretou o Requiem, de Gabriel Fauré (1845-1924).

 Aos jornalistas, o Presidente da República salientou que é necessário que se comece a concretizar o anúncio feito  pelo ministro do Planeamento e Infraestruturas, de que dois terços das casas afectadas vão começar a ser reconstruídas a partir das próximas semanas.

 "Vou acompanhar [as obras], vindo cá, pois tenciono neste Verão vir muitas vezes, em vários momentos, precisamente para dar apoio ao que está a ser feito e mostrar co-mo exemplo", sublinhou o chefe de Estado, salientando o "esforço notável" que está a ser feito e convicto de que "muito antes" do Natal deve estar concluída a recuperação das primeiras casas.

 Antes de assistir ao concerto do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, juntamente com o ministro da Cultura e o chefe do Estado Maior do Exército, visitou, sozinho, as aldeias de Nodeirinho e Figueira, que registaram vários mortos e muita destruição.

 Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontrou com familiares das vítimas, "as pessoas são muito, muito corajosas, e estão a reagir bem, com determinação e com solidariedade".

 "Encontrei pessoas com uma fibra e uma coragem impressionante. Há aqui uma força vital e uma capacidade de reacção, que prova a fibra de uma nação muito antiga e muito corajosa", disse.

 Depois de concluída a recuperação das casas de primeira habitação, o Presidente da República quer ver os esforços canalizados para a recuperação da actividade económica e dos imóveis de segunda residência.

 O ministro do Planeamento e das Infraestruturas anunciou sábado em Castanheira de Pera que a recuperação de dois terços das casas de primeira habitação afectadas pelos incêndios de Pedrógão Grande e Góis vão avançar de imediato.

 "As obras até cinco mil euros, e são várias, e as que não necessitem de projecto e licenciamento vão avançar de imediato", disse Pedro Marques, no final de uma reunião com os presidentes dos sete municípios afectados.

 Segundo o governante, nos sete concelhos atingidos pelos fogos - Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Penela, Góis, Pampilhosa da Serra e Sertã - estão identificadas 205 intervenções em casas de primeira habitação, das quais dois terços estão em condições de avançar de imediato.

 

* PR evita comentar demissões no Exército mas insiste que

é preciso apurar tudo de “alto a baixo”

 

 O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escusou-se sábado à noite a comentar as demissões do tenente-general Antunes Calçada, Comandante do Pessoal do Exército, e do tenente-general Faria Menezes, Comandante das Forças Terrestres.

 "A minha posição é a mesma de sempre: o importante, também aí, é apurar tudo de alto a baixo, em todas as circunstâncias, em matérias de facto e responsabilidade, é isso que os portugueses têm o direito de saber e é o que importa fazer rapidamente", disse sábado à noite, em Pedrógão Grande.

 Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas no final do "concerto em memória das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra".

 Apesar da insistência dos jornalistas, o chefe de Estado reiterou que o importante é "apurar o que se passou integralmente, factos e responsabilidades".

 O chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, que também assistiu ao concerto, não quis comentar o assunto.

 O Exército confirmou o pedido de passagem à reserva do tenente-general Antunes Calçada, Comandante do Pessoal, anunciando que será substituído no cargo, em acumulação, pelo vice-chefe do Estado-Maior do Exército, tenente-general Rodrigues da Costa.

 De acordo com a edição electrónica do semanário Expresso, o general decidiu pedir a passagem à reserva por "divergências inultrapassáveis" com o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, que decidiu exonerar os comandantes das cinco unidades responsáveis por alocar efectivos à vigilância dos Paióis Nacionais de Tancos, de onde foi furtado material de guerra, detectado no dia 28.

 As mesmas razões estarão na base da decisão do Comandante das Forças Terrestres, tenente-general Faria Menezes, de pedir a exoneração do cargo, segundo o Expresso, na segunda-feira.

 Contactado pela Lusa, Faria Menezes confirmou a inten-ção de solicitar a exoneração do cargo.

 O general Rovisco Duarte decidiu exonerar os comandantes até estarem concluídas as investigações internas que determinou. Segundo admitiu numa reunião à porta-fechada com os deputados da comissão parlamentar de Defesa, quinta-feira, esta decisão não foi consensual na estrutura do Exército, disseram à Lusa fontes parlamentares.

 

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