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Turismo português critica cativações e cortes nas verbas oficiais
27-Jun-2017
Turismo português critica cativações e cortes nas verbas oficiais

A Associação Nacional de Turismo (ANT) instou, em comissão parlamentar, ao cumprimento da lei das entidades regionais de Turismo, referindo os constrangimentos actuais devido a cativações e cortes financeiros.

 “Deixem a lei 33/2013 [que estabelece cinco áreas regionais de turismo em Portugal]. As cativações vão para mais de 12%, os cortes são enormes, quando o que precisamos é que as regiões de Turismo tenham autonomia financeira para poder dar res-posta às exigências que a lei lhe confere”, disse o presidente da associação, Desidério Silva.

 Em audição no grupo parlamentar de trabalho sobre o Turismo, na qualidade de presidente da Região de Turismo do Algarve, o responsável explicou que de “um orçamento de 6,9 [milhões de euros], entre cativações, cortes e na obtenção de saldo de gerência vai para 3,3 [milhões]”.

 “Como é que se pode qualificar, restruturar, valorizar?”, questionou ainda o responsável, referindo que as “conversações são quase permanentes com a secretária de Estado do Turismo, que faz um esforço muito grande para compreender, mas que depois esbarra claramente naquilo que é o Ministério das Finanças”.

 Assim, o responsável pediu uma “concertação entre o ministro da Economia e o seu colega das Finanças, porque as orientações são do Ministério das Finanças”.

 “Eu percebo a regra do défice, de 1.6 [1,6%] para este ano, mas o ministro da Economia tem que ter, se calhar, uma intervenção mais específica, mais incisiva, explicando a importância que o Turismo tem”, argumentou.

 O dirigente referiu ainda já ter informado, numa reunião da ANT, que não pode assumir a presença na BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) de 2018, por falta de verbas, uma po-sição repetida pelo seu homólogo da região Norte.

 Aos deputados, Desidério Silva garantiu ainda ter “funcionários da estrutura a funcionar todos os dias para a DGO [Direcção Geral do Orçamento] para justificar quase o injustificável”.

 “Fizeram cativações nos vencimentos e andam a perguntar se a gente consegue tirar verbas de outras rubricas para os vencimentos. Se eu já não tenho verbas nas outras rubricas como é que eu consigo tirar para os vencimentos”, questionou ainda.

 O responsável defendeu ainda que deve ser travada a proposta de passar para as comunidades intermunicipais a gestão da promoção turística, atualmente da responsabilidade de cinco entidades em Portugal Continental e de estruturas da Madeira e dos Açores.

 
             
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