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Mário Centeno na presidência do Eurogrupo seria uma grande honra para Portugal
29-Mai-2017
Mário Centeno na presidência do Eurogrupo seria uma grande honra para Portugal

O primeiro-ministro afirmou que Portugal não é candidato à presidência do Eurogrupo, mas se a escolha do ministro das Finanças português se colocar será enfrentada e, caso se concretize, será "uma honra" para o país.

 António Costa falava em conferência de imprensa em São Bento, depois de questionado sobre o regresso à agenda mediática da possibilidade de o seu ministro das Finanças poder ser eleito presidente do Eurogrupo, sucedendo ao holandês Jeroem Dijsselbloem.

 "É uma escolha que cabe ao Eurogrupo [ministros das Finanças da Zona Euro]. Portugal não apresentou a sua candidatura, mas também não foge das suas responsabilidades", começou por responder o primeiro-ministro.

 António Costa frisou depois que, se o ministro das Finanças português for escolhido para presidir ao Eurogrupo, tal "será uma grande honra para Portugal".

 "E Mário Centeno tem todo o mérito para exercer essas funções. Não somos candidatos [ao lugar de presidente do Eurogrupo], mas não rejeitamos se a questão se vier a colocar", acrescentou.

 

* Costa afirma que reposição de escalões

do IRS tem de ser gradual e equilibrada

 

 O primeiro-ministro afirmou  que será gradual e equilibrada a reposição dos anteriores escalões do IRS no próximo ano, defendendo que os passos a dar têm de ser sustentáveis para que Portugal evite um novo processo traumático.

 António Costa falava no pátio de entrada da Residência Oficial do Primeiro-Ministro, em São Bento, numa conferência de imprensa após a Comissão Europeia ter decidido propor a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo.

 Nas suas respostas aos jornalistas, o líder do executivo deixou várias recomendações de prudência em relação ao futuro, sustentado que a estratégia do seu Governo tem de continuar a ser aplicada de forma gradual e equilibrada, designadamente em matéria de revisão dos escalões do IRS no âmbito do Orçamento do Estado para 2018.

 "Após termos reposto vencimentos e pensões antes cortados, depois de termos reduzido a carga fiscal, designadamente com a eliminação este ano em definitivo da sobretaxa de IRS, daremos para o ano mais um passo no sentido de se começar a repor escalões [de IRS] que foram eliminados [na anterior legislatura], aumentando a progressividade do sistema fiscal para que seja mais justo", declarou o primeiro-ministro.

 Logo a seguir, ainda em relação à reforma do IRS, que está projectada para 2018, António Costa vincou: "Faremos isso de forma equilibrada, provando que é possível simultaneamente repor rendimentos, consolidar finanças públicas e criar condições para aumentar o investimento".

 Na conferência de imprensa, o primeiro-ministro também fez questão de salientar que Bruxelas, apesar da decisão de propor a saída do país do Procedimento por Défice Excessivo, "não exigiu a Portugal novas medidas".

 “A Comissão Europeia afirmou que Portugal tem de prosseguir a execução do seu programa de Governo. Portugal tem de prosseguir de modo equilibrado aquilo que tem feito: Consolidar as contas públicas, devolver rendimento às famílias e criar condições para melhorar o investimento, tendo em vista que o país cresça de uma forma sustentável. É isso que iremos continuar a fazer”, acentuou António Costa.

 Neste capítulo, o primeiro-ministro frisou que a consolidação orçamental "é um processo que não chegou ao fim e que tem de ser continuado".

 "É isso que consta do programa do Governo, do Programa de Estabilidade e do Progra-ma Nacional de Reformas, sendo o objetivo deste ano termos um défice de 1,6%. É importante reduzir o défice nos próximos anos para termos condições para diminuir a dívida e, sobretudo, diminuir aquilo que o país despende com dívida", advertiu António Costa, falando, ainda, neste contexto, na necessidade de "maior sustentabilidade da Segurança Social e em melhores serviços públicos".

 Em relação às negociações com o PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes na preparação do Orçamento do Estado para 2018, o primeiro-ministro disse apenas que "serão cum-pridos os compromissos" com os parceiros de viabilização do Governo, "assim como os compromissos assumidos com a União Europeia e com os portugueses".

 "Neste ano e meio, temos provado que é possível cum-prir estes objetivos em simultâneo. Não chegámos ao fim de um caminho, mas a um ponto importante, onde estamos confortados em relação aos resultados produzidos pelo caminho que estamos a seguir", acrescentou.

 
             
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