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Défice orçamental de Angola vai manter-se elevado
24-Abr-2017
Défice orçamental de Angola vai manter-se elevado

O défice orçamental de Angola vai manter-se elevado, embora deva baixar de um valor de 5,9% do Produto Interno Bruto previsto este ano para 4,4% em 2021, à medida que as pressões sobre a despesa se forem reduzindo após as eleições gerais de 2017, de acordo com a Economist Intelligence Unit (EIU).

 O mais recente relatório da EIU sobre Angola recorda que além das despesas de carácter social bem como de obras públicas destinadas a reconstruir as infra-estruturas destruídas no decurso da guerra civil que estão incluídas no Orçamento de Estado para 2017 há a adicionar os custos relacionados com a realização de eleições gerais.

 A previsão governamental de 5,9% para o défice orçamental tem por base o preço do barril de petróleo a 46 dólares, mais baixo do que a estimativa de 56 dólares para este ano, mas problemas de carácter técnico, a redução da produção decidida no seio da OPEP bem como a amortização de diversos empréstimos, fazem com que a EIU assuma o mesmo valor para o défice.

 A EIU chama, no entanto, a atenção para o facto de esse défice poder vir a ser superior ao previsto, caso a estatal Sonangol não dê a sua contribuição para os cofres do Estado, à semelhança do que aconteceu em 2016.

 Tendo em atenção os fracos resultados obtidos até à data no processo de diversificação económica, o crescimento do Produto Interno Bruto continuará dependente do sector petrolífero, prevendo o documento obtido pela agência Macauhub que se situe numa média de 2,8% no período 2017/2021, taxa que compara com a média de 4,1% registada no período 2012/2016.

 O crescimento do produto oscilará entre uma taxa mínima de 2,4% este ano e máxima de 3,5% em 2018, situando-se entre 2,5% e 2,8% nos anos de 2019 a 2021, o intervalo analisado neste relatório da EIU.

 Crescendo mais do que a previsão governamental de 2,1% este ano, fundamentalmente devido ao preço do barril em que se baseia o Orçamento de Estado, o crescimento da economia angolana tenderá a manter-se a um nível reduzido, pelo menos em termos históricos, devido à moderação na produção de petróleo e ao arrefecimento da economia da China, que poderá conduzir a prazo a uma nova quebra dos preços do petróleo.

 O controlo da inflação, a anunciada tarefa principal do Banco Nacional de Angola, deverá ter lugar, “embora de forma moderada”, de acordo com a EIU, que estima que se deva situar em 23,4% este ano e baixar gradualmente até atingir 7,7% em 2021.

 
             
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