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Cabo Verde defende importância estratégica da língua portuguesa
17-Abr-2017
Cabo Verde defende importância estratégica da língua portuguesa

O Presidente da República cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, sublinhou na segunda-feira a importância estratégica do Português, defendendo um "investimento efectivo" no Instituto Internacional de Língua Portuguesa, que tem sede em Cabo Verde.

 "A defesa da língua portuguesa, esse património comum de valor inestimável, pode ter uma importância estratégica, que deve ser reconhecida e traduzida cada vez mais na elaboração e concretização de uma política que vise a sua defesa e promoção", disse.

 Para tal, Jorge Carlos Fonseca defende "o efectivo investimento no reforço dos meios do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP)" sediado na cidade da Praia, e que desde a sua criação, no âmbito da CPLP, se debate com falta de meios.

 Jorge Carlos Fonseca, que falava durante o jantar de honra oferecido ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sustentou ainda que Portugal e Cabo Verde podem ter "um importante papel" na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) no sentido "de ajudar a organização a ser, cada vez mais, uma organização da democracia, sintonizada com os valores do Estado de direito, particularmente num contexto em que alguns dos países enfrentam dificuldades".

 Jorge Carlos Fonseca agradeceu também o acolhimento e a "grande abertura" para "encontrar as melhores soluções para os problemas" que os cabo-verdianos enfrentam em Portugal, em especial os estudantes e os doentes enviados de Cabo Verde.

 "O papel de Portugal na capacitação dos nossos quadros, nos mais diversos domínios, tem sido determinante no processo de desenvolvimento" de Cabo Verde, disse Jorge Carlos Fonseca.

 "No tocante aos doentes, a solidariedade portuguesa tem contribuído de forma muito positiva para a superação de boa parte das nossas insuficiências em matéria de assistência médica", acrescentou.

  Sublinhou ainda a coopera- ção na área económica, considerando que "os investimentos portugueses serão sempre bem-vindos em Cabo Verde".

 O jantar foi a penúltima actividade do programa do segundo dia de visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Cabo Verde, que ainda participou na abertura do festival Atlântic Music Expo (AME), onde Portugal foi convidado de honra e actuou a banda portuguesa Dead Combo.

 

* Jorge Carlos Fonseca quer relações luso-cabo-verdianas ao serviço da paz

 

 O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, defendeu que Portugal e Cabo Verde devem re-forçar a colaboração na área da segurança, colocando a excelência das suas relações ao serviço da paz.

 "Num mundo cada vez mais complexo e imprevisível, a excelência das nossas relações é sem dúvida um grande capital que podemos e devemos colocar ao serviço da paz, da liberdade, da tolerância, da democracia e da estabilidade", disse.

 Jorge Carlos Fonseca falava durante o jantar em honra do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, que decorreu no Palácio do Plateau, na Cidade da Praia.

 Para o Chefe de Estado de Cabo Verde, é neste quadro que os dois países devem "reforçar e ampliar a colaboração em matéria de segurança", considerando que esta "é cada vez mais um processo global, que exige uma articulação muito estreita em diversos domínios".

 "Mantemos a nossa firme determinação de prosseguir os nossos esforços, no sentido de contribuir, no limite das nossas possibilidades, para que a nossa sub-região seja de facto um espaço de paz", assegurou.

 

* Marcelo destaca a importância do futebol na ligação entre os dois países

 

 O Presidente português destacou na segunda-feira à noite a importância do desporto, e do futebol em especial, na ligação entre Cabo Verde e Portugal, salientando que vários futebolistas de origem cabo-verdiana foram campeões europeus pela selecção portuguesa.

 Marcelo Rebelo de Sousa falava durante um jantar oficial em sua honra, oferecido pelo Presidente de Cabo Verde.

 "No coração das relações entre os nossos dois países e povos estão as pessoas, estão os portugueses que descendem de cabo-verdianos, estão os cabo-verdianos que vão para Portugal", declarou o Chefe de Estado português, acrescentando: "Estão os portugueses que vêm trabalhar para Cabo Verde e os portugueses que visitam Cabo Verde. Estão também aqueles que sentem proximidade em relação a Cabo Verde e a Portugal", prosseguiu Marcelo Rebelo de Sousa.

 O Presidente português referiu que "esta proximidade tem expressão em vários domínios", e destacou o desporto.

 "Sem desprimor para as outras modalidades, como não invocar todos os jogadores da selecção portuguesa de futebol que nasceram em Cabo Verde ou têm ascendência cabo-verdiana e que foram tão decisivos para a vitória de Portugal no campeonato europeu?", perguntou, recebendo palmas.

Nani, Eliseu e Renato Sanches foram três jogadores de origem cabo-verdiana que representaram a selecção portuguesa que venceu o campeonato europeu de 2016.

 Da actual equipa da selecção nacional faz também agora parte o jovem Gelson Martins, avançado de 21 anos, natural da Cidade da Praia.

 Perante o Presidente e o primeiro-ministro de Cabo Verde, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou: "Os portugueses sabem que os cabo-verdianos se alegram com as nossas vitórias, pois as vitórias dos portugueses são sentidas como sendo vitórias dos cabo-verdianos".

"Por outro lado, é também muito importante a comunhão de ideais e de valores de liberdade e democracia, partilhados por Portugal e por Cabo Verde, que estão fortemente enraizados nas nossas sociedades e na nossa vida política", considerou.

 Marcelo Rebelo de Sousa terminou o seu discurso descrevendo Cabo Verde como "uma pátria vencedora e de vencedores", antes de brindar "à perene e cada vez mais profunda relação de amizade fraterna" entre os portugueses e os cabo-verdianos.

 

* Bulimundo põe Marcelo a dançar funaná com Lura

 

 Não foi no mercado, mas estava escrito e Marcelo Rebelo de Sousa acabou o segundo dia de visita oficial a Cabo Verde a dançar funaná ao som dos Bulimundo na abertura da Atlântic Music Expo (AME).

 A "culpa" foi do ministro da Cultura de Cabo Verde, Abraão Vicente, que incentivou o Presidente português a dançar com a sua mulher, a cantora Lura, quando ecoavam no palco os acordes dos Bulimundo, um dos grupos mais emblemáticos de Cabo Verde.

 Inicialmente hesitante, Marcelo Rebelo de Sousa acabou por ceder, levantou-se e deu "um pezinho de dança" que durou menos de um minuto, mas foi entusiasticamente saudado pelo público.

 Mais sintonizados no funaná, o casal presidencial cabo-verdiano, Jorge Carlos e Lígia Fonseca, acompanhou Mar-celo na dança, tendo os dois presidentes abandonado o local logo de seguida.

 Marcelo Rebelo de Sousa, que chegou ao concerto de abertura da AME quando a actuação dos portugueses Dead Combo ia a meio, tinha confessado aos jornalistas o seu entusiasmo por, pela primeira vez, ir assistir a uma actuação ao vivo do grupo cabo-verdiano.

 "Estou com muita expectativa em relação aos Bulimundo. Ouvi só em CD, nunca ouvi ao vivo e ao vivo dizem-me que é espetacular", disse.

 O Presidente português afirmou ser apreciador da música cabo-verdiana, destacando os nomes de Tito Paris, que condecorou no âmbito desta visita a Cabo Verde, e de Cesária Évora.

 "Sou tão velho, tão velho que ouvi a Cesária cantar em Portugal e em França e para mim ficou inesquecível", disse, sublinhando também a capacidade de Cabo Verde se reinventar musicalmente a cada geração.

 

* Marcelo homenageia democracia cabo-verdiana, "um exemplo" no contexto africano

 

 O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou homenagem à democracia cabo-verdiana, multipartidária, com livre debate de ideias e separação de poderes, apontando-a como "um exemplo" no contexto regional africano e para além dele.

 Marcelo Rebelo de Sousa falava no Auditório Nacional, na Cidade da Praia, numa sessão solene da Assembleia Nacional de Cabo Verde.

 "Hoje, nesta casa da democracia, não posso deixar de prestar, também eu, a minha homenagem à democracia cabo-verdiana, pela saga da luta pela independência e pela sua consolidação, pela transição pacífica para o multipartidarismo, pelo respeito pela vontade popular em cada pleito, pelas sucessões pacíficas de governo, pelo papel essencial das oposições, pelo livre debate de ideias", declarou.

 O Chefe de Estado português elogiou ainda a democracia cabo-verdiana "pela convivência pacífica entre os diferentes órgãos de soberania, pelo respeito da separação de poderes, pela garantia dos direitos pessoais e políticos dos cidadãos, pela salvaguarda dos direitos económicos, sociais e culturais, que dão uma salutar dimensão mais progressista e mais humanista à democracia".

 As palavras de Marcelo Rebelo de Sousa suscitaram uma salva de palmas da assistência, composta por deputados, membros do Governo de Cabo Verde e representantes do corpo diplomático.

 "Em suma, queria aqui hoje homenagear a cultura democracia que faz hoje parte da cultura e da política cabo-verdiana e que faz de Cabo Verde um exemplo, não apenas no seu contexto regional africano, mas muito para além dele", acrescentou o Presi-dente português.

 No seu entender, "o exemplo singular de Cabo Verde" deve ser sublinhado, "numa época em que estes valores da democracia e da liberdade estão em risco em tantas partes do mundo", e dado a conhecer.

 Nesta intervenção, de vinte minutos, Marcelo Rebelo de Sousa disse que Portugal e Cabo Verde estão ligados por séculos de história comum, "um passado sem complexos de superioridade ou de inferioridade, para um lado ou para o outro", e têm hoje "uma relação entre duas democracias modernas", ambas "abertas a diferentes culturas e civilizações".

 "A partilha destes valores entre os nossos países faz com que a voz de Portugal no mundo seja também uma voz de Cabo Verde. Tal como sabemos que a voz de Cabo Verde é sempre a voz de Portugal, nunca deixando de salientar as virtualidades da democracia", considerou.

 O Chefe de Estado português defendeu que Portugal e Cabo Verde têm "todas as condições para continuar a trabalhar em posições conjuntas" no plano internacional e devem "ir mais longe" nas suas relações bilaterais, sendo "activos e criativos" na procura de "novos caminhos, novas soluções".

 "Portugal continuará a ser um defensor activo de Cabo Verde no seio das instituições europeias", reiterou.

 Antes, Marcelo Rebelo de Sousa ouviu o presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Jorge Santos, retribuir a sua afirmação, feita no domingo, de que "Cabo Verde será sempre uma aposta prioritária para Portugal".

 "Portugal é hoje um dos principais parceiros estratégicos de Cabo Verde, a nível político-diplomático, a nível económico, comercial e a nível cultural e desportivo. Reafirmo e sublinho, senhor Presidente, que Portugal é uma aposta prioritária e estratégica de Cabo Verde", declarou Jorge Santos.

 Logo no início do seu discurso, o presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde fez um elogio a Marcelo Rebelo de Sousa, descrevendo-o como "uma ilustre e marcante figura da vida política portuguesa" que se projecta "pelo brilhantismo e estilo genuíno de estar na política" e vai "gerando paradigmas e fazendo escola".

 

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