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Estado português já autorizou aumento do capital social da Caixa Geral de Depósitos
27-Mar-2017
Estado português já autorizou aumento do capital social da Caixa Geral de Depósitos

A Caixa Geral de Depósitos anunciou na segunda-feira que o Estado formalizou já a autorização para o aumento do capital social do banco no montante de 2,5 biliões de euros.

 Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a instituição informa que, “por deliberação social unânime por escrito de 17 de Março de 2017, o accionista único da CGD (Estado Português) decidiu proceder ao aumento do capital social da CGD no montante de 2.500.000.000 euros, mediante a emissão de 500.000.000 novas acções ordinárias de valor nominal de 5,00 cada euros".

 Este aumento de capital será subscrito e realizado pelo referido accionista no dia da liquidação da emissão das obrigações subordinadas ‘additional tier 1’ no montante de 500 mil euros.

 Num outro comunicado, o banco diz que na sequência do recente acordo da Comissão Europeia para a concretização da segunda fase do plano de recapitalização “terão um conjunto de apresentações (roadshow) junto de investidores institucionais, em Lisboa, Londres e Paris”.

 Após o ‘roadshow’ será anunciada a emissão de 500 milhões de euros de valores mo-biliários representativos de fundos próprios adicionais de nível 1 e registadas as ordens de compra dos investidores em processo de ‘book building’, que permitirá apurar o montante subscrito por cada um deles, refere a CGD.

 “A emissão e liquidação financeira dos valores mobiliários por parte dos investidores ocorrerá na semana seguinte, coincidindo com a data de realização do aumento de capital em dinheiro no valor de 2,5 biliões de euros por parte do Estado”, explica.

 “Estas duas operações são interdependentes porquanto a não realização de uma delas implica que a outra não se realize”, acrescenta.

 

* Marcelo convicto de que Caixa manterá presença em todos os concelhos

 

 O Presidente da República manifestou-se convicto de que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) manterá presença em todos os concelhos do país e afirmou que essa é uma preocupação do Governo.

 "Tenho a convicção de que se chegará a uma solução que permitirá reduzir a presença da instituição no país, mas mantê-la presente em todo o território português em termos concelhios", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no final de uma visita a uma exposição sobre a presença judaica em Portugal, na Torre do Tombo, em Lisboa.

 Questionado se tem alguma garantia de que não haverá nenhum concelho sem uma agência da CGD, o chefe de Estado respondeu: "Estou a acompanhar isso com interes-se e sei que o Governo também está muito empenhado nisso".

 "O que eu estou a dizer é que há essa preocupação da parte do Governo - eu já tinha falado nela, aliás, há talvez quinze dias - que é de reduzir o que é hoje uma estrutura mui-to ampla e muito pesada, por razões que têm a ver com o plano aprovado em Bruxelas e em Frankfurt, mas ao mesmo tempo manter uma presença nos vários concelhos, para não quebrar uma ligação que é uma ligação histórica com a população portuguesa", acrescentou.

 

* Costa defende autonomia de gestão da administração da Caixa

no plano de  reestruturação

 

 O primeiro-ministro defendeu que o plano de reestruturação da CGD prevê a presença do banco público em todo o país e salientou que o Governo não se substituirá à administração, colocando em causa a liberdade de gestão.

 António Costa falava aos jornalistas após ter estado reunido com representantes das ordens profissionais, depois de questionado sobre a contestação existente ao plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos (CGD), o qual prevê o encerramento de 180 balcões até 2020.

 "O plano de reestruturação da CGD garante a presença da Caixa em todo o país, em todos os concelhos. Mas, o Estado ser accionista da Caixa não significa que o Governo se deva meter na vida do dia-a-dia da CGD. Temos uma administração que deve exercer as suas funções com independência, com autonomia - e o Governo tem toda a confiança na Caixa para assegurar a boa gestão", respondeu o primeiro-ministro.

 

* Passos Coelho consi-dera o fecho de  balcões da caixa

um “cinismo atroz” do PS, BE e PCP

 

 O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou que o encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos (CGD) é de um “cinismo atroz” por parte dos socialistas, comunistas e bloquistas.

 “No meu tempo, ele [banco] era público e essas agências existiam, porque é que agora têm de encerrar, agora que o banco tem de ser defendido como um banco público apoiado por comunistas, bloquistas e socialistas, isto é de um cinismo atroz, um cinismo atroz”, disse, durante um al-moço das mulheres sociais-democratas do distrito do Porto, realizado em Ermesinde.

 Passos Coelho lembrou que o presidente da CGD veio dizer que, por causa do plano de restruturação, que não há “nenhuma razão” para que a caixa tenha balcões em partes do território nacional onde os outros bancos não têm, questionando se o facto de a caixa ser pública não pressupõe “até certo ponto” um nível de serviço público.

 “Se a ideia é não vale a pena estar onde os outros também não estão, como é que eles sustentam a ideia de que o banco deva ser público, há de ser público porquê”, questionou.

 O social-democrata entendeu que se o Estado português quer ter um banco público não pode deixar de observar as regras da concorrência, mas daí a dizer que tem de funcionar como um banco privado “desautoriza” quem entende que ele deva ser público.

 

* ALGUM SERVIÇO PÚBÇICO EM TROCA DO ESFORÇO DA RECAPITALIZAÇÃO

 

 A ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque considerou ser de esperar "algum serviço público" em troca do "esforço" de 5.000 milhões para recapitalizar a Caixa Geral de Depósitos, tendo dificuldade em entender o fecho de balcões.

 "Eu tenho alguma dificuldade em compreender algumas questões, nomeadamente o facto da Caixa Geral de Depósitos (CGD) estar a sair (...) dos sítios onde os outros bancos não querem estar. Se se está a pedir aos portugueses um esforço de cinco biliões de euros para colocar na CGD, eu acho que seria de esperar, no mínimo, que os portugueses tivessem algum serviço público em troca", afirmou a ex-governante em Barcelos, à margem de uma conferência organizada pelas Mulheres sociais-democratas.

 A também vice-presidente do PSD considerou ainda que se Portugal "onde os contribuintes colocam dinheiro, será, com certeza, para ter alguma vantagem face aos bancos privados".

 Por isso, a ex-titular da pasta das Finanças disser ver "com muita preocupação" as notícias que dão conta do fecho de balcões da CGD em vários pontos do país, no âmbito do plano de reestruturação do banco público.

 Nos próximos anos, no âmbito do plano estratégico negociado com Bruxelas, a CGD prevê dispensar 2.200 pessoas, o que o presidente executivo, Paulo Macedo, disse que se fará, através de "pré-reformas e eventualmente rescisões por mútuo acordo".

 Em termos de agências, a CGD quer chegar a 2020 com um número entre 470 e 490.

 A CGD apresentou recentemente os resultados de 2016 em que teve prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros, mais de dez vezes mais os resultados negativos de 171 milhões de euros de 2015.

 
             
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