Academia-Mãe do Bacalhau faz primeiro convívio do ano na União

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Academia-Mãe do Bacalhau faz primeiro convívio do ano na União

Na quinta-feira 12 de Janeiro, a Academia-Mãe do Bacalhau levou a efeito o seu primeiro convívio do ano novo de 2017. Estiveram na União Cultural, Recreativa e Des-portiva Portuguesa em Turf-fontein, Joanesburgo, onde decorreu o almoço, 25 pessoas entre compadres e co-madres. O convívio foi presidido pelo compadre honorário João Carreira, que deu início ao almoço pelas 13h30.

 Os compadres e as coma-dres foram recebidos com uma entrada de moelas guisa-das e pão português. O presidente em exercício, compadre João Carreira, fez soar o ba-dalo, símbolo da tertúlia e pe-diu para que todos enches-sem os copos com vinho tinto, para o “primeiro brinde do ano, o nosso Gavião”.

 O “tom” do “Gavião de Pena-cho” foi dado pelo compadre Vítor Salazar, em tom forte e sonantes, o qual os restantes compadres acompanharam em boa medida. Para “carrasco” da tarde, a escolha do pre-sidente recaiu no compadre João Canha.

 Em torno da mesa, o tema das conversas foi o matar as saudades e muitos compa-dres inteirarem-se dos destinos de férias dos compadres e como correram as festas na-talícias e claro, partilhar as suas histórias. O ambiente vi-vido no restaurante da União foi um de salutar amizade e muita gargalhada.

 A sopa, o tradicional caldo-verde, foi servido e uma vez degustada, o primeiro prato foi rapidamente levantado da mesa. De notar, como sempre, o serviço e qualidade da refeição apresentada no res-taurante da União, sempre que superior qualidade. Prova disso, foi o prato do “fiel ami-go”, confeccionado como Ba-calhau à Brás. O prato conti-nha bastante bacalhau e as batatas e o restante que compõem este prato estavam em boa medida de sal e tempero.

 Os pratos foram levados para a mesa e levantados em rápida sucessão, com as sobre-mesas a serem logo servidas. Uvas com queijo e marmelada, uma sobremesa caracte-rística de Portugal. Antes dos cafés e digestivos, o compa-dre presidente deu a palavra ao “carrasco” que achou por bem não multar ninguém, mas sim a Direcção da tertúlia, por segundo afirmou, “no primeiro almoço do ano, deveria ter si-do um bacalhau à posta. Um bacalhau tipicamente portu-guês”. Esta “sentença” gerou um ligeiro frisson entre os presentes, pois todos os presentes apreciaram o prato de bacalhau.

 O compadre José Valentim, pediu a palavra e defendeu a boa reputação do restaurante da União, “talvez não tenha sido à posta, mas o restaurante apenas fez o que lhe foi pedido. O que está feito está muito bem feito e bem servido! Por isso, para a próxima será novamente à posta, mas desta vez não creio que tenha havido problemas com a co-mida, tal como não tem havido até agora”, declarou o compadre Valentim.

 A acrescentar, o presidente em exercício João Carreira e o compadre Carlos Borges, informaram que a decisão do prato foi de ambos, por e com legitimidade, não se saber o numero certo de afluência ao primeiro almoço do ano de 2017. Foram então trazidas para a mesa uma garrafa de whisky e outra de vinho do Porto, para serem tomadas com os cafés.

 A encerrar o almoço, o compadre Jorge Araújo mostrou um quadro feito à mão, pela sua tia e comadre da Acade-mia-Mãe, Ester Boaventura. Tratou-se de um símbolo de Portugal, o Coração de Viana. Feito com missangas e fios dourados, a comadre enviou de Portugal através do compadre Araújo, para que seja leiloado a fim de angariar fundos para a Sociedade Portu-guesa de Beneficência e para o Lar da Rainha Santa Isabel.

 O almoço foi então encerrado com o “Gavião de Penacho” e vários compadres e comadres permaneceram em conversa pela tarde adentro.